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Você deve pagar seus impostos? |
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“Dêem a cada um o que lhe é devido: se devem imposto, paguem imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra.” COM impostos cada vez mais altos, o conselho acima pode parecer difícil de engolir. No entanto, as palavras citadas são do apóstolo Paulo e estão registradas na Bíblia. Sem dúvida você respeita a Bíblia. Mas talvez se pergunte: ‘Os cristãos devem realmente pagar todos os impostos Pense na recomendação de Jesus a seus discípulos. Ele sabia que os compatriotas judeus ficavam muito indignados contra os impostos cobrados por Roma. Mesmo assim, exortou: “Pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Marcos 12:17) É notável que Jesus tenha defendido o pagamento de impostos ao mesmo governo que em breve o executaria.
Jesus disse: “Pagai de volta a César as coisas de César” Alguns anos depois, Paulo deu o conselho citado no início do artigo. Ele defendeu o pagamento de impostos, apesar de grande parte da arrecadação ser usada para custear os gastos militares de Roma e para sustentar o estilo de vida imoral e extravagante dos imperadores romanos. Por que Paulo adotou esse ponto de vista tão impopular? Autoridades superioresPense no contexto das palavras de Paulo. Em Romanos 13:1, ele escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus; as autoridades existentes acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas.” Quando os governantes de Israel eram tementes a Deus era fácil encarar o apoio financeiro dado à nação como dever cívico e religioso. Mas será que os cristãos tinham uma obrigação similar, visto que seus governantes eram descrentes e adoradores de ídolos? Tinham, sim! As palavras de Paulo mostram que Deus concedeu aos governantes a “autoridade” para governar. |
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Os cristãos genuínos acatam as leis tributárias |
Os governos cumprem um papel importante em manter a ordem, permitindo assim que os cristãos se empenhem em suas diversas atividades espirituais. (Mateus 24:14; Hebreus 10:24, 25) Por isso Paulo disse o seguinte a respeito das autoridades governamentais: “É ministro de Deus para ti, para teu bem”. (Romanos 13:4) Ele mesmo se valeu da proteção oferecida pelo Estado. Por exemplo, quando foi atacado por uma turba, soldados romanos o salvaram. Em outra ocasião, ele apelou para o sistema judicial romano a fim de poder continuar seu serviço missionário. Paulo deu, portanto, três motivos para se pagar impostos. Primeiro, o “furor” dos governos em punir os transgressores da lei. Segundo, a consciência da pessoa que teme a Deus, que pesaria caso sonegasse impostos. Por último, ele explicou que os impostos são uma simples compensação pelos serviços que os governos prestam, na sua função de “servidores públicos”. Os primeiros cristãos pagavam seus impostos “com maior prontidão do que todos os homens” Será que os cristãos nos dias de Paulo levaram a sério suas palavras? É evidente que sim, visto que Justino, o Mártir, escritor e professo cristão do segundo século (por volta de 110 EC a 165 EC) disse que os cristãos pagavam seus impostos “com maior prontidão do que todos os homens”. Hoje em dia, quando os governos exigem algo dos súditos, quer seja tempo quer dinheiro, os cristãos continuam a obedecer de boa vontade. É claro que os cristãos estão livres para se beneficiar de quaisquer deduções legais dos impostos. Em alguns casos, talvez estejam em condições de aproveitar algum desconto concedido aos que contribuem para organizações religiosas. Entretanto, em obediência à Palavra de Deus, os cristãos não sonegam impostos. Pagam-nos, deixando para as autoridades a plena responsabilidade pelo modo como usam o dinheiro. Os excessos tributários são apenas uma das maneiras em que “homem tem dominado homem para seu prejuízo”. (Eclesiastes 8:9) As Testemunhas de Jeová encontram consolo na promessa da Bíblia de que em breve a justiça prevalecerá para todos os súditos do governo de Deus * O conselho de Jesus de pagar “a César as coisas de César” não se limitava necessariamente ao pagamento de impostos. (Mateus 22:21) O Critical and Exegetical Hand-Book to the Gospel of Matthew (Manual Crítico e Exegético do Evangelho de Mateus), de Heinrich Meyer, explica: “Não devemos entender que [as coisas de César] se refiram apenas ao imposto civil, mas sim a tudo aquilo a que César tem direito em virtude do seu governo legítimo.” |
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Publicado em Despertai! de 8 de dezembro de 2003 |