O Governo Perfeito de Paz
Visto que os nossos primeiros pais rejeitaram a lei de Deus, o governo humano veio a estar sob o controle de Satanás. A Bíblia chama a Satanás apropriadamente de “deus deste sistema de coisas”. (2 Coríntios 4:4) As guerras, as crueldades, a corrupção e a instabilidade dos governos do homem provam que ele o é. A Liga das Nações e as Nações Unidas falharam em estabelecer a paz no meio da confusão. A humanidade clama por um governo de paz. Não é razoável pensar que o Criador, que tem por propósito restaurar o Paraíso nesta terra, providenciasse também um governo perfeito para este Paraíso? É exatamente isso o que Jeová se propôs fazer. O Rei que O representa neste governo é o seu “Príncipe da Paz”, Cristo Jesus, e “da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim”. — Isaías 9:6, 7.
A Bíblia mostra que o governo perfeito estará no céu. Desta posição vantajosa, o Rei Jesus Cristo governará eficazmente toda a terra em justiça. Além disso, ele terá governantes associados neste governo invisível, celestial. Estes são escolhidos dentre os humanos fiéis, seguidores de Jesus que ficaram com ele nas provações e dos quais ele disse: “Eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino.” (Lucas 22:28, 29) Apenas uns poucos dentre a humanidade são levados para o céu, para governar com Cristo Jesus. É similar às nações atuais, nas quais apenas alguns são escolhidos para governar numa dieta ou num parlamento. A Bíblia mostra que Jesus Cristo terá apenas 144.000 governantes associados. De modo que o Reino de Deus, ou o governo celestial, consiste em Jesus Cristo e 144.000 pessoas levadas da terra para o céu. (Revelação 14:1-4; 5:9, 10) E que dizer da terra? O Salmo 45:16 menciona que o Rei designará “príncipes em toda a terra”. “Príncipes” ou superintendentes governamentais humanos serão nomeados pelo céu, por sua profunda devoção a princípios da justiça. — Veja Isaías 32:1.
Quando e como é estabelecido o governo perfeito? Quando Jesus estava na terra, este Reino era o tema principal de sua pregação. (Mateus 4:17; Lucas 8:1) Não obstante, ele não estabeleceu o Reino naquele tempo, nem por ocasião de sua ressurreição. (Atos 1:6-8) Mesmo quando ascendeu aos céus, ainda tinha de esperar o tempo designado de Jeová. (Salmo 110:1, 2; Hebreus 1:13) A profecia bíblica mostra que este tempo designado veio em 1914 EC. Entretanto, alguém talvez pergunte: ‘Em vez de iniciar um governo perfeito, não marcou 1914 o início do aumento das aflições do mundo?’ Este é exatamente o ponto! Há uma relação íntima entre a vinda do Reino de Deus e os eventos catastróficos dos anos recentes, conforme veremos agora.

Durante uns 35 anos antes de 1914, A Sentinela (agora a revista religiosa de maior divulgação na terra) tinha trazido à atenção o ano de 1914 como marcado na profecia bíblica. Estas profecias começaram a ter um cumprimento notável em 1914. Uma delas é a profecia do próprio Jesus, proferida há 1.900 anos, a respeito do “sinal” que apareceria no fim do sistema de coisas e que provaria que ele estava invisivelmente presente com poder régio. Ele disse em resposta à pergunta de seus discípulos a respeito deste “sinal”: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” (Mateus 24:3, 7, 8) Em notável cumprimento, a primeira das guerras mundiais começou em 1914, causando uma destruição sete vezes maior do que todas as 900 guerras dos 2.500 anos precedentes! As dores de aflição têm continuado desde então. Já teve experiência com a destruição da guerra, com a escassez de alimentos ou com algum dos grandes terremotos que têm afligido a terra desde 1914? Em caso afirmativo, tem sido testemunha ocular do “sinal” do “tempo do fim” deste sistema de coisas. — Daniel 12:4.

As “dores de aflição” aumentaram durante a Segunda Guerra Mundial, que foi quatro vezes mais destrutiva do que a Primeira Guerra Mundial, e têm prosseguido nesta era nuclear, cumprindo a profecia adicional de Jesus: “Na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . , os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” (Lucas 21:25, 26) O aumento dos crimes e da iniqüidade, da desobediência e da delinqüência dos filhos, bem como do incremento da impiedade e da imoralidade — esses desenvolvimentos alarmantes também foram preditos como assinalando os “últimos dias” deste sistema mau. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:12.
Mas, se o governo celestial foi estabelecido em 1914, por que há toda esta aflição na terra? O responsável é Satanás, o Diabo. Quando Cristo recebeu o poder do Reino, seu primeiro ato foi travar guerra contra Satanás, nos céus invisíveis. Em resultado disso, Satanás, “que está desencaminhando toda a terra habitada”, foi lançado com seus anjos para a vizinhança da terra. Sabendo que a sua destruição é iminente, ele cria grandes dificuldades na terra. Por isso, “ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. — Revelação 12:7-9, 12.
Haverá fim desses ais? Sim! — quando o próprio governo do céu, o Reino do Deus Todo-poderoso, entrar em ação para “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação 11:18; Daniel 2:44) Deus nunca permitirá que os poderes políticos, falsos cristãos ou quaisquer outros arruínem a obra das Suas mãos, a terra, com seus engenhos nucleares. Antes, ele declara: “A minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente.” (Sofonias 3:8) Jeová, por meio de Cristo, usará as grandes forças sob o seu controle no universo para causar uma esmagadora destruição a todos os que seguem a Satanás na terra. Esta será em escala global, similar em magnitude ao Dilúvio dos dias de Noé. — Jeremias 25:31-34; 2 Pedro 3:5-7, 10.
Na Bíblia, esta destruição das nações iníquas é chamada de Armagedom, a batalha de Deus. (Revelação 16:14-16) Somente os mansos, que buscam a Jeová e a justiça, poderão sobreviver para o novo sistema pacífico de Deus. (Sofonias 2:3; Isaías 26:20, 21) A Bíblia diz a respeito desses: “Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” (Salmo 37:11) Começará então a grandiosa obra de restaurar o Paraíso na terra!

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